CONTADOR DE VISITAS AO BLOG

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A SOLIDÃO ACOMPANHADA


Muitas vezes, antes de casar, colocamos na cabeça a idéia de que quando casarmos nunca mais estaremos sozinhas, teremos sempre alguém com quem compartilhar as alegrias e as tristezas, nunca faltará amor, carinho, sexo. Mas depois de algum tempo casadas percebermos que a realidade é completamente diferente!

Nos deparamos com situações em que mesmo estando juntos, lado a lado, nos sentimos completamente sozinhas. Começamos a perceber que as vezes o outro está apenas “de corpo presente”, mas a alma parece estar bem longe.
É como dizia aquela frase “Quando casamos trocamos a atenção de vários homens pela desatenção de apenas um”.

Quando casamos nos acostumamos a depender do outro para nos fazer feliz. Entregamos este duro fardo a pessoa que está ao nosso lado, e ao invés de nos empenharmos em sermos felizes, nos dedicamos totalmente a criticar nosso cônjuge e culpá-lo pela nossa infelicidade. Muitas dessas vezes nos acostumamos a acreditar que o teremos como amigo, amante, pai e marido. Queremos tudo num só. Mas isso nunca acontece. Sentamo-nos perto dele esperando um pouco de atenção, uma conversa amiga, mas o que vemos é um homem concentrado na televisão, no jornal, no futebol, e que não faz nem questão de ser interrompido, ao invés daquele amigo, companheiro, o qual prometeu sempre estar presente. Muitas vezes vamos para cama e o que encontramos é um homem dormindo, exausto de um dia cansativo no trabalho ao invés daquele amante fervoroso que esperávamos ter todos os dias.

A vida a dois está cada vez mais difícil, e a culpada é esta nossa carência afetiva, onde colocamos a obrigação de sermos felizes nos outros.
“Eu não sou feliz? A culpa é do meu marido que não me dá atenção”.

Não podemos agir desta forma. Não podemos depender do outro para nos sentirmos completas. Primeiro preciso me sentir bem comigo mesma, encontrar em mim mesma uma fonte de energia, um porto seguro, para depois ser feliz ao lado de outra pessoa. Os outros nunca me farão feliz, eu me farei feliz! Eu lutarei por isto! Casada ou não. Casada comigo mesma! Independente afetivamente. Todos nós precisamos de amor, mas nenhuma pessoa nos amará mais do que nós mesmas! É um instinto de sobrevivência. É como comer. Preciso alimentar-me para sobreviver, mas se eu não o fizer, ninguém poderá fazer por mim.

Quem sabe de hoje em diante, ao invés de culparmos os outros por nossa própria infelicidade, tentemos nós mesmas nos fazer feliz, sem precisar que ninguém faça isso por nós. Se seu marido não sentir mais essa obrigação, com certeza será mais feliz e conseqüentemente vocês serão mais felizes juntos, mas cada um responsável por sua própria felicidade!
E isto não serve apenas para o casamento, mas também para vários relacionamentos. Muitas vezes, na adolescência, também culpamos nossos pais por nossa infelicidade, e finalmente quando nos tornamos pais descobrimos que um pai e uma mãe dão a vida para ver os filhos felizes, mas que mesmo assim só depende deles mesmos.

Tem vezes que culpamos Deus também, sem lembrar que Ele já nos deu o mundo, seu único filho (Jesus) deu a vida por nós, e mesmo assim não conseguimos ser felizes. Por que? Por que esta infelicidade, esta solidão, este vazio, vem de dentro da gente, de dentro da nossa alma. Se eu resolver o meu problema, se eu aprender a me aceitar, a me fazer feliz, ao invés de me sentir sozinha mesmo rodeada de pessoas, me sentirei acompanhada mesmo estando sozinha, sem ninguém por perto!

Nenhum comentário: