CONTADOR DE VISITAS AO BLOG

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

PADRE FÁBIO DE MELO

Hoje resolví escrever sobre meu novo “ídolo” (se é que podemos chamar assim um Padre a serviço de Deus).
O conhecí como a maioria conheceu, através do comercial da Som Livre, na Rede Globo, anunciando seu novo CD, “VIDA”. Com certeza tive a mesma reação que a maioria das mulheres, pensei “Que homem lindo”, e logo após levei um choque quando descobri que se tratava de um padre. Fui pesquisar um pouco sobre ele, e comecei ouvir suas músicas, ler seus livros e poemas, e então apaixonei-me pela sua beleza interior também, pelo seu carisma, pelo seu jeito mágico de transmitir paz através de suas palavras e de seu canto.
O admiro muito pois ele é uma inovação da Igreja Católica, pois muitos fiéis estavam abandonando o catolicismo e partindo para outras religiões. A igreja católica sempre foi muito tradicional, seguindo a risca o que diz a Biblia e o Vaticano, sempre com um padre desanimado, com o mesmo sermão, as mesmas músicas sem alegria, sem motivação. A nova geração não gosta disso, querem alegria, música, juventude, vida.
O padre Fábio foi uma ótima oportunidade para a igreja católica reconquistar seus fiéis, mesmo que a maioria das mulheres vá as suas celebrações pela sua beleza. Essa é só a 1ª impressão que o padre Fabio deixa, “um homem belo”. Após conhece-lo, assistir seu programa, ouvir suas músicas e ler seus livros, passamos a conhece-lo além do homem que ele é, conhecemos também sua alma, através de sua transparência.
Ele nos trás de volta a vontade de louvar ao Senhor, e é isso que os jovens precisam.
Seu programa na TV Canção Nova, “Direção Espiritual”, é uma terapia, e um refúgio de todos os programas violentos e sem nada a acrescentar que vemos hoje pela tv aberta.
Padre Fabio realmente tem um dom divino, e agradeço muito por ele compartilhar isso conosco, de termos a oportunidade de conhecê-lo e admirá-lo.
Continuo achando um homem belo, mas ele é belo em todos os sentidos, sua voz toca no fundo do coração, emociona, como se fosse um anjo nos mostrando o caminho do Senhor.
Para quem não o conhece, convido a descobrir um pouco mais sobre ele no seu site.

Quem quizer ouvir suas músicas , fica aqui a dica de download de 10 dos seus 11 CDS, todos completos:

----------------------------------------------------------------------------------
----------------------------------------------------------------------------------


DOWNLOAD CD "FILHO DO CÉU"
----------------------------------------------------------------------------------


DOWNLOAD CD "HUMANO DEMAIS"

-------------------------------------------------------------------------------

DOWNLOAD CD "DE DEUS UM CANTADOR"

---------------------------------------------------------------


DOWNLOAD CD "SAUDADES DO CÉU"

------------------------------------------------------------------------

DOWNLOAD CD "MARCAS DO ETERNO"

-----------------------------------------------------------------------


DOWNLOAD CD "TOM DE MINAS"


-----------------------------------------------------------------------

DOWNLOAD CD "SOU UM ZÉ DA SILVA E TANTOS OUTROS"

-------------------------------------------------------------------------------




-----------------------------------------------------------------------


Para quem quizer conhecer um pouco de suas palavras, deixo aqui a dica de download do 1º capítulo do seu livro “Quem me roubou de mim”:


DOWNLOAD (Canção Nova)

Se gostar do livro, compre-o aqui

----------------------------------------------------------------------------------

NOVIDADE!!!

Download da coletânea completa de Padre Fábio de Melo, contendo 3 CD'S, grátis:



DOWNLOAD CD 1

DOWNLOAD CD 2

DOWNLOAD CD 3
----------------------------------------------------------------------------------

*Se gostarem, adquiram o original, e deixem um comentário.

SENSAÇÃO DE CULPA E VITAMINA B12


Você deve estar se perguntando “o que tem a ver uma coisa com a outra?”, pois bem, vou explicar.

Há um tempo atrás estava assistindo a série “House” ou “Dr. House”, a qual eu sou fascinada, e veio em questão um assunto que achei muito interessante e resolvi pesquisar um pouco mais: A sensação de culpa constante. Aquela que nos faz sentir culpados por tudo, arrependidos, com remorso sem explicação e nos entristece.

Qualquer pessoa ou médico logo irá associar a sensação de culpa com problemas psicológicos e, se este problema estiver atrapalhando muito sua vida, logo você será encaminhada a um psiquiatra, que irá lhe diagnosticar com depressão ou algum problema psíquico semelhante. Lhe receitará remédios tarja preta, que provavelmente farão mais mal a sua saúde do que bem.

Mas assistindo a série “House” descobri que sensação de culpa constante também pode ser causada pela deficiência de Vitamina B12 no organismo, já que a carência desta vitamina pode causar alterações sérias no humor.

Claro, pesquisei bastante antes de escrever aqui, para não divulgar nada errado, só em base no que assisti na televisão.

O diagnóstico é feito através de exame de sangue, com medição de dosagem de vitamina B12.
A boa notícia é que se realmente a sensação de culpa e o mau humor forem causados pela carência desta vitamina, o tratamento é bem simples: Alguns dias após o início do tratamento de reposição você já irá notar o resultado. Não precisará de antidepressivos, nem sessões de terapia. Apenas um breve tratamento e uma alimentação adequada.

A deficiência de Vitamina B12 ocorre principalmente em pessoas vegetarianas, pois a carne vermelha é uma excelente fonte desta vitamina.

FONTES DE VITAMINA B12
Alimentos de origem animal:
*Carne
*Ovos
*Leite
*Queijo
*Peixe

Mas lembre-se, esta publicação é de caráter informativo, qualquer diagnóstico deve ser feito pelo seu médico, e o tratamento indicado por ele.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

PARALISIA DO SONO OU SONHO LÚCIDO?


Essa com certeza foi a experiência mais surpreendente e impressionante que já vivi e que já tive conhecimento.

A “paralisia do sono” ou “sonho lúcido” acontece um pouco antes de entrar no sono profundo, ou um pouco antes de acordarmos. Quase sempre quando estamos com muito sono e não conseguimos nos manter acordados. Geralmente quando dormimos de barriga para cima.

Para quem não sabe o que é, ou não tem certeza se já passou por essa situação, a paralisia do sono é quando nos acordamos mas o corpo continua “dormindo”. Estamos lúcidos, concientes, ouvimos e vemos tudo que acontece ao nosso redor, mas nosso corpo permanece imóvel, paralisado. Só depois de muito esforço conseguimos nos mover. Muitas vezes até temos alucinações visuais e auditivas enquanto nos encontramos nesse estado.

Resolví escrever um pouco sobre este assunto pois passo por isso há 10 anos, mas não tinha nem idéia do que era e que outras pessoas também tinham. Então, um dia, lendo sobre as doenças do sono, fiquei sabendo mais sobre o assunto e a experiência vivida por outras pessoas. E é mais comum do que se imagina. Pesquisas revelam que 90% da população mundial já vivieu ou um dia viverá, pelo menos uma vez, está experiencia, muitas vezes, apavorante!

A primeira vez que isso me aconteceu, eu acordei com o coração muito acelerado, e quando tentei levantar-me percebí que meu corpo estava totalmente paralisado. Mal conseguia respirar e mover os olhos. Mas estava lúcida. Entrei em pânico. Depois de muito pavor conseguí mover minha perna e finalmente despertar totalmente. Eu tinha certeza que não era um sonho, que aquilo havia sido real. Conversei com minha mãe, que achou que era algum problema cardíaco, pois comentei que meu coração havia acelerado demais, e me levou ao cardiologista. É obvio que não apareceu problema físico nenhum.

Dois anos depois passei a ter isso quase todas as noites, e também comecei ter alucinações. Acordava, via pessoas caminhando pela casa, ouvia passos, e logo imaginava que tinha alguém invadindo minha casa. Eu ficava com mais medo ainda pois não conseguia fazer nada, pois não podia me mover. Cheguei a pensar que eu estava morta, mas ainda presa ao corpo.

Agora, depois de adulta ainda passo por essa experiência. Muitas vezes, quando durmo com a televisão ligada, chego ver e escutar. Vejo meu quanto, ouço barulhos da rua, mas estou imóvel. Uma das vezes mais apavorantes foi quando acordei e sem poder mover-me, ví um homem alto, magro, usando cavanhaque, aparentando uns 26 anos de idade, se aproximando da minha cama e me apontando uma arma. Ele fazia sinal pedindo que eu não gritasse, se não ele iria atirar. Entrei em total desespero. Tentava gritar, pedir socorro, mexer meu braço, mas não conseguia. E via direitinho meu marido deitado ao meu lado. Quando ele puxou o gatilho, finalmente consegui me mexer.

Quando descobri o que é essa paralisia do sono, e que várias pessoas também passam por isso, confesso que fiquei mais aliviada. Já não entro mais em pânico, pois quando estou nesse estado sempre lembro que é preciso calma para poder despertar. Só tenho medo ainda quando vejo vultos ou escuto vozes.

Tem duas explicações para isso:
A primeira é científica, ou seja, a PARALISIA DO SONO. Dizem que quando dormimos nosso cérebro aciona um comando que paralisa nosso corpo para evitar movimentos bruscos enquanto dormimos. Um exemplo disso é que nunca conseguimos correr em nossos sonhos. Imagina se o nosso corpo não paralisasse enquanto dormimos? Estariamos sempre caindo da cama...
E o que acontece é que ao despertarmos muito rápido, nosso cérebro volta a funcionar, mas o corpo ainda demora alguns segundos. As alucinações, vultos, vozes são apenas fruto da nossa imaginação, pois como ainda estamos com sono, nossa mente fantasia como se ainda estivéssemos sonhando.

A segunda explicação é espiritual, ou seja, o SONHO LÚCIDO. Pessoas com mais tendência a paranormalidade conseguem, enquanto dormem, terem sonhos lúcidos, ou viagens astrais. Por isso acordam, mas o corpo não. Dizem que se você ficar calmo, concentrado, até consegue sair do corpo e perambular por aí, apenas em espírito, fazendo e sonhando o que quizer. Os vultos e vozes são outros espíritos se comunicando com o nosso. Dizem que até podem nos mostrar um pouco do futuro, do que irá acontecer mais a frente, enquanto estamos nesse estado. Por isso muitas pessoas tem sonhos premonitórios.

Eu acredito, em partes, nas duas explicações, mas também creio que ainda há fendas, há outras coisas por trás da PARALISIA DO SONO que ainda não foram desvendadas.
Muitas pessoas também, quando tem essa experiência, acreditam terem sido abduzidas por alienígenas. O que não é verdade, é claro!

Uma coisa é certa, quando passamos por este episódio e não sabemos bem o que está acontecendo, o pavor é imenso.


Por isso deixo o recado, quando você acordar e ver que está paralisado, tenha calma, respire fundo, tente sair do corpo e ter um sonho lúcido. Se não der, tente mover-se aos poucos, para o corpo acordar, mas não tenha medo. O medo dificulta mais ainda a situação. E lembre-se, eu também passo por isso!

BULIMIA, A PIOR COMPANHIA


Sei que a internet está transbordando de notícias, comentários e matérias sobre este assunto, mas como convivi de perto com esta vilã, resolvi hoje escrever sobre ela, abordando de uma forma clara, com experiências reais, deixando um pouco de lado a linguagem médica.

Muitas pessoas pensam que esta doença se resume apenas em comer, vomitar e emagrecer.

Outras já enxergam como um desvio psicológico, ou problema com a auto-estima.

Outros vêem apenas como doença, que deve ser tratada como outra patologia qualquer.

Eu a vejo como se fosse uma amiga, daquelas em quem confiamos, achamos o máximo, que nos faz bem, nos ajuda, e tempo depois descobrimos que ela era nossa maior inimiga, que outros tentaram nos alertar, mas só enxergamos quando já era tarde demais, pois ela será nossa companheira por longos anos.

É como uma droga, no começo te deixa mais feliz, faz você sentir-se bem, mas só quando estamos viciados e no fundo do poço é que percebemos que é entrar nessa é fácil, sair é quase impossível.

Bulimia vicia? Isso mesmo. Além das drogas ilícitas, ela é um dos maiores vícios entre adolescentes, na maioria do sexo feminino e um pouco acima do peso.

Ela, além de afetar a saúde, afeta também o convívio social.

Começa assim mais ou menos assim: A menina está cansada de ser chamada de “gordinha”, de ser a colega “engraçada” mas nunca a “atraente”. Julga que não desperta muito interesse nos garotos...Tenta fazer dieta da lua, comer menos, comer apenas frutas e verduras, mas sempre acaba tendo um deslize: Um dia sente-se triste e solitária, resolve devorar um caixa de chocolates.

Então ela vê que desta forma nunca conseguirá ser magra como suas amigas ou como aquela atriz da televisão.

Em uma dessas recaídas, ela resolve, ao invés de trancar-se no quarto e chorar o dia inteiro por ter devorado aquela caixa de bombons, trancar-se no banheiro, colocar o dedo na “goela” e provocar vômito. Ela machuca-se um pouco, mas depois sente-se aliviada, mais leve. Passa então na farmácia, decide verificar o peso: Incrível, depois de fartar-se nas calorias, não engordou um grama sequer.

Passa alguns dias, ela resolver provocar vômito novamente. Ela começa perceber que pode comer tudo o que quiser, tudo que imaginar, e não irá engordar. Dalí um tempo ela passa a não vomitar somente os alimentos mais calóricos, e sim o café da manhã, o almoço, o jantar. Passa a comer cada vez mais, e emagrecer ou manter-se no peso.

A diferença entre a bulimia e a anorexia, é que a pessoa bulímica não emagrece exageradamente, a olhos vistos como na anorexia. Ela emagrece um pouco, depois passa a manter o peso.

A menina está feliz da vida, pode usar um “jeans” tamanho 36, colocar o corpo a mostra sem preocupar-se com a gordura que antes a atormentava.

Um belo dia ela vai almoçar na casa dos avós, e como é uma casa antiga, o banheiro fica junto a cozinha. Ela farta-se, mas não pensa nesse detalhe. Na hora de livrar-se do que a incomoda, ela então percebe que a família ainda está reunida na cozinha. Se ela for ao banheiro provocar vômito, as pessoas podem escutar. Ela fica apavorada pois seu corpo irá absorver todo o alimento ingerido, e ela irá engordar. Ela então começa evitar esse tipo de situação. Não participa mais de almoços em família, jantares com os amigos, nem sequer comer aquela pipoca assistindo a um filme com o namorado, para não correr o risco de não conseguir um lugar seguro para vomitar.

Geralmente quando ela não consegue vomitar a tempo de eliminar tudo o que comeu, ela parte para outra forma de bulimia: Os laxantes e diuréticos.

Começa a preocupar-se que os familiares descubram, então geralmente após as refeições ela decide tomar um banho (para a o som da água abafar o barulho do vômito), ou passa a ter a estranha mania de levar o aparelho de som para o banheiro.

Esta menina começa a tornar-se agressiva quando alguém decide demorar no banheiro depois das refeições, pois teme que o corpo faça a digestão, ou irrita-se quando alguém fica batendo na porta enquanto ela está lá.

Passa a ser uma pessoa extremamente nervosa, perde a paciência por motivos banais.

Algumas vezes você poderá presenciá-la comendo, por exemplo, um bolo inteiro sozinha. Mas ela nunca ganha peso.

Após um tempo, geralmente 1 ou 2 anos, ela começa a queixar-se de dores fortes no estômago. Aí começam os problemas físicos que a bulimia traz consigo.

Pode também sentir tonturas e até sofrer desmaios.

Os olhos podem apresentar manchas avermelhadas, pois o esforço para vomitar, depois de um tempo, começa a forçar demais os olhos e podem ocorrer pequenos derrames. Mais tarde esse esforço podem até causar descolamento de retina, o que causa cegueira irreversível.

Pode começar a ter muita falta de ar, dores no peito, tremores. Esses sintomas se apresentam quando a doença já afetou o coração, pois a falta de cálcio no organismo (pois ele é eliminado em todos os vômitos) causa sérios problemas cardíacos, como pode ocorrer uma parada cardiorespiratória, ou uma insuficiência cardíaca. A falta de cálcio no organismo pode ser notada também pelo aparecimento de cáries dentárias, dentes fracos, que podem até quebrar-se facilmente.

Há também o aparecimento de anemia, pela deficiência de ferro no organismo.

Várias pessoas chegam aos hospitais também com dificuldades na fala e deficiência motora, onde o corpo “entorta-se”, pois como todo alimento é literalmente jogado fora, o organismo começa a alimentar-se da massa muscular existente no corpo.

Esses são os problemas “menos sérios” causados pela bulimia. O mais sério, com certeza, é o óbito, não raro!

A pessoa começa a enxergar que tem um problema. Tenta parar, mas quando não provoca vômito começa a sofrer de indigestão ou até congestão estomacal. Outras sentem-se sujas, como se o alimento tivesse necessidade de sair do estômago logo após ingerido.

O que dificulta ainda mais a recuperação é que a maior parte dessas pessoas também tornam-se comedoras compulsivas.

As mulheres adultas perdem o interesse sexual, e muitas não conseguem engravidar. E, se conseguem, podem sofrer abortos espontâneos ou partos prematuros.

Sem falar nos problemas psicológicos, como ansiedade, isolamento, depressão, ataques de pânico, perda de interesse pela vida, podendo chegar a cometer suicídio.
Muitas conseguem parar sozinhas, mas não por muito tempo. Alguns meses, no máximo, pois quando notam que começaram a engordar, voltam novamente a vomitar.

A pessoa tem medo e vergonha de contar para alguém, pedir ajuda. Medo da repreensão, de ser julgada. Tem medo de curar-se e engordar novamente.

Se a pessoa doente não procurar ajuda, a bulimia a acompanhará pelo resto de suas vidas. Até hoje não conheço ninguém que tenha saído dessa sozinha.

Minha intenção não foi a de ser exagerada ou pessimista, mas sim de tentar abrir os olhos para uma doença muito mais séria e complexa do que se imagina.

Meu conselho às jovens que estão pensando em entrar nessa é que reflitam muito sobre este texto e sobre as sérias conseqüências que isso pode causar, afetando-a fisicamente, psicologicamente e socialmente.

Para as que já caíram nesta armadilha, procurem ajuda, com psicólogos, terapeutas, nutricionistas, grupos de ajuda e com os pais, antes que seja tarde demais.

ALERTA AOS PAIS:
Se você tem uma filha que reclama por se achar gordinha, que precisa emagrecer, ajude-a. Leve ao nutricionista, ajude com a dieta, evite preparar refeições calóricas. Ajude-a emagrecer, pois sem a sua ajuda, ela pode ser a próxima vítima deste “vício”.
Se sua filha tem ou você desconfia que ela pode estar sofrendo com esta doença, fique atenta aos sintomas que eu citei. Converse, sem criticar. Procure ajuda, mostre-se disposta, seja “mente aberta”. Não deixe passar despercebido, mas também não a trate como culpada, e sim como vítima.
Nunca faça como alguns pais e familiares que colocam apelidos pejorativos como “gorda”, “baleia”, “balofa”, mesmo que seja de brincadeira. Isso pode influenciar (e muito) a entrada dela nesta situação.

ONDE BUSCAR AJUDA:
Ambulim (Ambulatório de bulimia e Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas da USP) Informações: http://www.ambulim.org.br/

Ceppan (Clínica de Estudos e Pesquisas em Psicanálise da Anorexia e Bulimia) Endereço eletrônico:
http://www.redeceppan.com.br/

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A HELOÍSA ATÉ QUE TINHA UM POUCO DE RAZÃO...


Quando foi ao ar pela primeira vez, em 2003, eu gostava muito de assistir a novela “Mulheres Apaixonadas”, claro, não era um hábito, pois não sou muito de acompanhar novelas, mas quando podia eu assistia.

Achava muito interessante as várias histórias dos romances e dos desafetos das mulheres, como o da Estela apaixonada pelo Padre Pedro, as homossexuais que sofriam descriminação, a Raquel que apanhava do ex marido, mas uma que me chamava muito a atenção era a história da Heloísa, a “mulher que amava demais”.

Todo mundo a julgava, ou tinham pena, e outros até a chamavam de louca. Claro, admito que ela teve muitas atitudes, digamos assim, “extravagantes” ou até insanas.

A novela está em reprise a tarde, então, novamente, de vez em quando, dou uma “olhadinha”.

Um desses dias que parei um pouco para olhar estava passando a cena em que a personagem Heloísa (interpretada por Giulia Gam), tentando reconquistar o amor de seu marido Sérgio, contratou uma banda e fez uma faixa pedindo perdão e foi “homenageá-lo” em frente ao hotel onde ele estava hospedado após a separação.

Todos pediram a ele paciência, e ele prometeu que conversaria com ela com calma.

Então ela subiu ao apartamento, esperançosa de uma reconciliação, e foi recebida com agressões verbais de todos os tipos. Ele gritou com ela, ela tentou acalmá-lo. Ela disse que o amava e que estava fazendo uma homenagem. Então ele, saltando fogo “pelas ventas”, chamou-a de louca, disse que a adiava, mandou-a desaparecer, disse que ela era estéril, que não podia ter filhos, por isso nunca havia dado um filho a ele. E tudo isso gritando, humilhando-a na frente de todos, pisando nela e no amor dela. Então ela, cega de raiva, pegou uma faca e cortou o braço dele. Depois disso foi criticada por todos, e o Sérgio, como sempre, passou por coitadinho, como se ele fosse a mais inocente das criaturas da face da Terra. E essa não foi a primeira vez que ele a esculachou e humilhou-a publicamente. E ele sempre sai da história como a vitima da “mulher louca”.

Esses dias, olhando a novela e analisando a situação de todos os ângulos, parei para pensar: Ninguém tem sangue de barata, não é mesmo?

Repito que concordo que ela teve várias atitudes insanas, mas ela já foi muito maltratada e mal amada por esse homem.

Ela tinha muito amor por ele, mas foi agüentando a indiferença, as insinuações que ele recebia de outras mulheres, enfim, a cabeça dela entrou em pane!

E ele percebeu o que estava acontecendo. Mas ao invés de procurar ajudá-la, tentear entender o que estava se passando com ela, ele, para vingar-se procurava deixá-la mais insegura do seu amor, até chegar ao ponto de abandoná-la.

Qualquer um que tivesse um pouco de amor e consideração pelos anos vividos juntos, ajudaria e não deixaria chegar a este ponto.

Como no dia da homenagem no hotel. Ele nem sequer comoveu-se. Ele poderia ter dito, pelo menos, que foi muito bonita a intenção, que o tocou, mas que ela estava com problemas e para ele dar uma nova chance, ela precisaria curar-se, e se quisesse, poderia contar com ele.

Ou se ele já não sentisse mais amor por ela, poderia ter deixado bem claro, mas agradecido e se disponibilizado para ajudá-la, nem que fosse como amigo.

Mas não, ele, o coitadinho, fez questão de pisar e humilhar. Qualquer mulher perderia a razão, não digo que partindo pra cima dele com uma faca, mas qualquer uma daria pelo menos um tapa.

Sei que é só uma novela, mas isso acontece na vida real também.

Muitas vezes somos casadas e passamos a ser tratadas pelo marido com frieza, indiferença, intolerância... Homem tem dificuldade de terminar um relacionamento no qual ele não sente mais amor. E a mulher continua ali, iludindo-se e nutrindo um sentimento não mais correspondido.

Frisando que não concordo com a violência, mas se era para julgar, ela não era a única culpada desta história, ninguém analisou a parte de culpa dele. Não estou dizendo que seja correto agir como a Heloísa, apenas mostrando que também não é correto agir como o Sérgio.

Como disse o Padre Fábio de Melo, “somos tratados como permitimos”.
Se o homem nutre, da espaço a esse tipo de situação, acho que ele é mais culpado do que a mulher.

Mas se alguma de vocês, leitoras, estiver passando por um problema parecido, deixo aqui o site com os endereços de onde buscar ajuda:

MADA – Mulheres que Amam Demais Anônimas


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A SOLIDÃO ACOMPANHADA


Muitas vezes, antes de casar, colocamos na cabeça a idéia de que quando casarmos nunca mais estaremos sozinhas, teremos sempre alguém com quem compartilhar as alegrias e as tristezas, nunca faltará amor, carinho, sexo. Mas depois de algum tempo casadas percebermos que a realidade é completamente diferente!

Nos deparamos com situações em que mesmo estando juntos, lado a lado, nos sentimos completamente sozinhas. Começamos a perceber que as vezes o outro está apenas “de corpo presente”, mas a alma parece estar bem longe.
É como dizia aquela frase “Quando casamos trocamos a atenção de vários homens pela desatenção de apenas um”.

Quando casamos nos acostumamos a depender do outro para nos fazer feliz. Entregamos este duro fardo a pessoa que está ao nosso lado, e ao invés de nos empenharmos em sermos felizes, nos dedicamos totalmente a criticar nosso cônjuge e culpá-lo pela nossa infelicidade. Muitas dessas vezes nos acostumamos a acreditar que o teremos como amigo, amante, pai e marido. Queremos tudo num só. Mas isso nunca acontece. Sentamo-nos perto dele esperando um pouco de atenção, uma conversa amiga, mas o que vemos é um homem concentrado na televisão, no jornal, no futebol, e que não faz nem questão de ser interrompido, ao invés daquele amigo, companheiro, o qual prometeu sempre estar presente. Muitas vezes vamos para cama e o que encontramos é um homem dormindo, exausto de um dia cansativo no trabalho ao invés daquele amante fervoroso que esperávamos ter todos os dias.

A vida a dois está cada vez mais difícil, e a culpada é esta nossa carência afetiva, onde colocamos a obrigação de sermos felizes nos outros.
“Eu não sou feliz? A culpa é do meu marido que não me dá atenção”.

Não podemos agir desta forma. Não podemos depender do outro para nos sentirmos completas. Primeiro preciso me sentir bem comigo mesma, encontrar em mim mesma uma fonte de energia, um porto seguro, para depois ser feliz ao lado de outra pessoa. Os outros nunca me farão feliz, eu me farei feliz! Eu lutarei por isto! Casada ou não. Casada comigo mesma! Independente afetivamente. Todos nós precisamos de amor, mas nenhuma pessoa nos amará mais do que nós mesmas! É um instinto de sobrevivência. É como comer. Preciso alimentar-me para sobreviver, mas se eu não o fizer, ninguém poderá fazer por mim.

Quem sabe de hoje em diante, ao invés de culparmos os outros por nossa própria infelicidade, tentemos nós mesmas nos fazer feliz, sem precisar que ninguém faça isso por nós. Se seu marido não sentir mais essa obrigação, com certeza será mais feliz e conseqüentemente vocês serão mais felizes juntos, mas cada um responsável por sua própria felicidade!
E isto não serve apenas para o casamento, mas também para vários relacionamentos. Muitas vezes, na adolescência, também culpamos nossos pais por nossa infelicidade, e finalmente quando nos tornamos pais descobrimos que um pai e uma mãe dão a vida para ver os filhos felizes, mas que mesmo assim só depende deles mesmos.

Tem vezes que culpamos Deus também, sem lembrar que Ele já nos deu o mundo, seu único filho (Jesus) deu a vida por nós, e mesmo assim não conseguimos ser felizes. Por que? Por que esta infelicidade, esta solidão, este vazio, vem de dentro da gente, de dentro da nossa alma. Se eu resolver o meu problema, se eu aprender a me aceitar, a me fazer feliz, ao invés de me sentir sozinha mesmo rodeada de pessoas, me sentirei acompanhada mesmo estando sozinha, sem ninguém por perto!

TRAUMAS DA ESCOLA


Já reparou que nossos maiores traumas e complexos começam na escola?
Quando somos pequenos (bem pequenos), antes da fase escolar, nos acostumamos a ser tratados carinhosamente pela família, somos chamados de “lindo pra cá, fofo pra la´”...Somos elogiados e ninguém fica ressaltando nossos defeitos e imperfeições.
Quando entramos na escola, começam a nos apelidar pelos nosso defeitos: A feia, a nariguda, a gorda, a vesga, a magrela, a sardenta, a “quatro olhos”, etc...
Não podemos ter um defeito visível que a criançada nos ataca com eles. E tem apelidos que irão nos acompanhar pelo resto da vida!
Não podemos ser tímidos, que pegam no pé.
Se somos pobres pegam no pé.
Se somos ricos pegam no pé.
Se somos negros, pardos, brancos ou amarelos também.
Não adianta, sempre acharão um defeito, mesmo aqueles que nem nós mesmos havíamos percebido.

Muitas dessas vezes chegamos em casa e choramos o resto do dia, pois todos riram de nós.
Outras vezes até queremos mudar de escola, não sair mais na rua.
As crianças não sabem diferenciar a brincadeira da ofensa. Não imaginam que uma simples piadinha pode nos traumatizar e trazer conseqüências pelo resto de nossas vidas. Não sabem que nem sempre devemos falar a verdade. A criança vê e fala. Pensa e fala, não analisa se é certo ou errado. E não é culpa delas. Só depois de uns anos irão aprender a distinguir o que é brincadeira e o que realmente magoa, e que tem coisas que é melhor guardarmos pra nós mesmos.

O problema é que nós quando crianças passamos a nos enxergar do modo que nos descrevem. Criamos um complexo de inferioridade.
Muitas dessas que foram chamadas de gordas na escola, mais tarde se transformarão em anoréxicas, ou serão obcecadas por regimes, ou ainda desenvolverão bulimia.
As que foram chamadas de narigudas passarão a vida toda com vergonha do próprio nariz ou farão uma plástica futuramente.

Na escola é que aprendemos que existem diferenças raciais, diferenças de classe social, por que meu pai tem um Fusca e o pai do Fulano tem uma BMW. Por que meu pai é pedreiro e o pai do Fulano é empresário. Por que eu passo as férias na casa da vovó e o Fulano passa as férias em Fernando de Noronha.

Não adianta, até hoje eu não conheço uma pessoa que não tem algum trauma da escola, não lembre de algum apelido que magoava ou de algum dia em que quis sumir da escola ou tornar-se invisível como num passe de mágica.
Eu passei por isso, você passou, nossos pais passaram e nossos filhos também passarão!
Hoje eu já não ligo, mas confesso que passei vários anos chateada pois riam do meu nome diferente... E até hoje me lembro do nome e do rosto de colegas que riam de mim. E sei que eles nem lembram, mas com certeza lembram dos que apelidavam eles.

A única coisa que posso tentar fazer é ensinar aos meus filhos a não julgar os outros pela aparência, mas acho impossível não ter que me deparar com a cena de um dia vê-los chorando porque riram do cabelo bagunçado deles, ou do aparelho nos dentes, e terei que consolá-los contando esta mesma história que conto pra vocês.
Se cada um de nós contasse essa história para os filhos, e os fizesse entender que não devemos fazer aos outros nada que não gostaríamos que fizessem pra gente, de repente mudaria em alguma coisa.
E lembre-se sempre: O exemplo vem de casa!

CORPO PERFEITO: SERÁ QUE TORNA A ALMA PERFEITA?


As vezes, ou melhor, raras vezes, quando assisto televisão, vejo aquelas mulheres se vangloriando por ter colocado mais 100ml de silicone nos seios, arrebitado mais o nariz, aumentado os lábios para deixá-los mais carnudos. Muitas vezes fico pensando: Será que vale a pena?

Confesso que também tem algumas coisas no meu corpo que não me agradam muito, mas daí a submeter-se a uma cirurgia, com riscos como qualquer outra cirurgia, só para aumentar a minha vaidade, ou para exibir-me, ou para ser chamada de “gostosa” pelos homens, já acho de mais.
Eu fico pasma com o que se transformou a imagem do corpo. Nascemos perfeitos, na maioria das vezes: dois olhos, um nariz, uma boca, duas pernas, dois braços, um cérebro novinho em folha, enfim, tudo o que precisamos para nos mantermos vivos e levarmos nossa vida do melhor jeito possível. Crescemos e, principalmente nós mulheres, começamos lá pela adolescência, observar que a fulana tem mais seio que a gente, a ciclana tem a cintura mais fina, já a outra fulana tem as orelhas menores...Começamos a nos olhar no espelho com desprezo, como se nosso corpo, que nada mais é do que a “casa” da nossa alma, não fosse o que necessitamos, ou o que merecemos. Muitas partem para anorexia, pois crêem que tem a obrigação de serem magras, e querem emagrecer cada vez mais e mais, até o ponto em que morrem e nem sequer perceberam que estavam doentes. Outras partem para bulimia, onde “jogam fora” todo alimento que ingerem para manter-se em forma. E outras, principalmente as mulheres famosas, apelam para cirurgia plástica. Muitas morrem na mesa de cirurgia, arriscando-se apenas pela vaidade.

Engraçado é que muitas quando engravidam ficam horrorizadas pensando que terão que passar pela dor do parto, ou apavoram-se com a idéia de uma cesariana, por ser uma cirurgia e deixar uma cicatriz. Ou se tem que operar o joelho, o coração, o estômago, para curar-se de alguma doença, ficam morrendo de medo. Mas quando se trata da vaidade, a cirurgia nem sequer as assusta, é como se fossem passar uma maquiagem apenas.

Eu não entendo por que isso. Nosso corpo é sagrado, nosso detalhes, como de repente nariz um pouco grande, são a herança de nossos pais. De repente tenho seios pequenos, mas e daí? Este é meu tipo físico! Quem disse que precisamos ser todas iguais (seios grandes, bumbum grande, loira, olhos azuis, bronzeada, cinturinha de 60 cm) para sermos mais MULHER?
Olho essas mulheres, elas parecem todas iguais, parece que saíram de uma fábrica que fez milhares e milhares de modelos iguais. Ficam rebolando de um lado para o outro querendo que os homens que estão em casa, ao lado de suas esposas “naturais” (não plastificadas), fiquem babando por elas, e a mulher sentindo-se rejeitada, inferior, e vendo-se obrigada a siliconar-se também. Isso alimenta a indústria da cirurgia plástica!
Só que a maioria esquece de cuidar do que está dentro: Seu espírito, sua alma!
Agem como se o corpo é que fosse eterno, esquecem que esta carcaça é apenas emprestada, e o que vai valer no final é quem fomos por dentro, e não nossa aparência física!

Não acho errado cuidar do corpo, não, muito pelo contrário, tudo que diz respeito a saúde acho fantástico: Alimentar-se de forma correta, fazer exercícios, não abusar do álcool... Só que muita gente se olha no espelho, vê uma gordurinha a mais na barriga, e ao invés de ir a academia, malhar um pouco, ou tomar menos refrigerante, prefere recorrer a sala de cirurgia, as vezes já pela décima vez! Isto é um absurdo.
Temos que cuidar do nosso corpo, para termos mai saúde, vivermos mais e melhor...Aproveitarmos enquanto estamos neste mundo.
Mas não modificarmos completamente o que somos, o que Deus escolheu para nós.
As rugas que aparecem com a idade são lindas: Mostram nossa experiência de vida, nossa sabedoria!

Seus seios são pequenos e você não está contente? Experimente amamentar um filho, para ver a grande utilidade desta parte do nosso corpo e ver como você dará mais valor aos seus seios!
Quer operar-se para tirar a cirurgia que ficou da sua cesariana? Está é a cicatriz mais linda que a mulher pode ter no corpo. Por aquela cicatriz nasceu seu filho, você deu a vida a alguém.
Pare e pense um pouco, aceite-se. A nossa aparência é o resultado de anos e anos de misturas raciais, étnicas...Desde o nosso bisavô italiano que casou-se com a bisavó alemã. Que por sua vez teve uma filha, sua avó, que casou-se com seu avó que era de origem africana, que teve um filho, seu pai, que casou-se com sua mãe de origem indígena e por fim nasceu você, do jeitinho que você é. Está é sua maior herança: SEUS TRAÇOS! Não modifique-os tentando tornar-se alguém que você não é.

Arriscar fazendo cirurgias pra que? Para chamar a atenção de homens que não te amam, que não te dão valor, ou ainda para causar inveja nas outras mulheres? Cresça!
A busca pelo corpo perfeito pode custar sua vida!
Lembre-se que somos muito mais do que apenas um corpo!
Seja você mesma. Quem te ama te amara sempre, do jeito que você é. Se você não tiver boas atitudes, nem o melhor e mais bonito corpo do mundo fará as pessoas gostarem de você!
Pode ter certeza: Olhar-se no espelho e aceitar-se como você é, com certeza é melhor do que qualquer elogio!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

NADA ACONTECE POR ACASO...


Nisto eu creio, e disto eu tenho certeza.
Para mim, tudo tem um sentido, uma explicação, tudo é mais do que apenas “aconteceu” ou “que coincidência”.

Muito tempo em minha vida lamentei...Lamentava como se tudo fosse o fim do mundo, como se o mundo estivesse contra mim, ou eu contra o mundo! Vivia dizendo “porque isso foi acontecer justo comigo”. Depois de um tempo, comecei a pensar e observar o que aconteceria após um dia ou um momento de “tormenta”. Percebi que uma porta nunca se fecha sem deixar uma janela “semi aberta” para que possamos olhar adiante, que tenhamos a escolha de entrar, mesmo que com mais dificuldade, pois entrar por uma porta é bem mais fácil do que por uma janela, ou ficar lamentando a porta que estava trancada!

Nada na vida é fácil, isto é certo, mas as vezes temos a oportunidade de lutarmos pelo que queremos ao invés de ganharmos de “mão beijada”. Tudo que é conseguido de forma fácil também se perde de forma fácil, se desfaz. Enfrentando as dificuldades temos mais chances de provarmos o doce sabor da vitória, de nos orgulharmos pelo que conquistamos com muito trabalho, de podermos dizer “Eu consegui”.

Tem dias que realmente parece que o mundo está contra nós, que levantamos com o pé esquerdo: Saio de casa pela manhã, para trabalhar, para no sinal, vem um carro e bate na traseira do meu e quebra a sinaleira. Pôxa vida, de onde surgiu este incompetente, tenho vontade de surrá-lo, de dizer mil palavrões. E ainda por cima ele foge e assim eu fico com o prejuízo. Terei que gastar dinheiro, vou me atrasar para o trabalho bem no dia de uma reunião importante...”O que eu fiz para merecer isso??? “ . Depois de todo transtorno chego finalmente no trabalho. Está todo mundo com cara de quem chupou limão azedo! Pergunto sobre a reunião, logo me dizem que fora cancelada, pois em tempos de crise mundial os investidores desistiram de fechar negócio, e a empresa fará um corte na lista de funcionários e adivinha quem está nela? Eu...eu mesma! Pôxa, alguém só pode estar brincando comigo. O que farei? Tenho o carro para consertar, além de todas as minhas dívidas, e agora estou desempregado!!! Novamente repito: “O que eu fiz para merecer isso?”. Lembro que ainda posso voltar para casa e desabafar com meu marido (ou esposa), de quem ganharei um abraço e apoio para continuar. Chego lá, encontra ele (ou ela) com outra, me traindo! Não, não pode ser verdade, isto não está acontecendo comigo...Devo estar em um pesadelo muito real. Acabou: Carro amassado, desempregado, traído! É o fim do mundo!

Mas paremos para pensar: Será que uma ocasião não evitou outra pior ainda? Será que tudo que aconteceu neste dia horrível não tem um grande significado para o meu futuro, para minha vida?
Deus sabe o que faz. Será que este acidente sem vítimas (a não ser o veículo) não me prendeu por alguns minutos naquele local pois mais a frente eu teria sofrido um acidente pior ainda, onde eu ao sairia ileso, ou talvez nem saísse vivo? Ninguém sabe o que me esperaria mais a frente se eu tivesse seguido, se eu tivesse chegado ou saído segundos antes, ou segundos depois. São os segundos decisivos na minha vida. Os piores acidentes, as piores tragédias, acontecem em segundos.

O emprego perdido: Eu tenho que me perguntar, analisando a situação com mais calma, se este emprego realmente era o que eu queria para o resto da minha vida. Será que esta não foi a chance que eu tanto esperava de me arriscar, de trocar de emprego, tentar um cargo melhor, uma empresa melhor ou quem sabe até abrir meu próprio negócio? Quem sabe amanhã eu não abro o jornal e vejo a oportunidade da minha vida, a qual eu nunca teria tido chance se minha vida não tivesse dado está reviravolta?

E o casamento? O que falar do casamento?
Se havia traição não havia mais amor! Com certeza meu casamento não andava bem, e eu já devo ter percebido isso, mas sem ter coragem de colocar um ponto final, começar uma nova vida. É trágico ser traído, mas será que seria melhor ter continuado sendo enganado pelo resto da vida, fazendo de conta que ainda existia amor, enganando-se de que tudo ainda estava em perfeita ordem?

Tudo que termina na vida abre um caminho para um recomeço, para uma vida nova. Nada é por acaso, tudo nos direciona ao rumo certo para o caminho da felicidade. Dependo de nós seguirmos por este caminho ou parar no meio da estrada e ficar lamentando ou esperando a felicidade cair do céu.

Sempre que passar por uma situação difícil, que pareça sem solução, pare e pense por uns instantes o que essa mudança pode significar na sua vida. Sempre há um lado bom. Temos a oportunidade de extrair pequenos pedaços de felicidade e aprendizado até mesmo em situações desesperadoras.

Basta abrir o coração e aceitar esses momentos como um empurrãozinho do destino para uma vida melhor.
É nisto que eu acredito!